David Almeida rebate Rotta: “Não tem punhalada nas costas”

O ex-prefeito de Manaus e pré-candidato ao Governo do Amazonas pelo Avante, David Almeida, rebateu nesta sexta-feira (7) as críticas feitas pelo ex-secretário-chefe da Casa Civil de Manaus, Marcos Rotta. O ex-secretário afirmou ter sido “apunhalado pelas costas” após o prefeito Renato Junior declarar apoio à reeleição do senador Eduardo Braga (MDB).
Rotta se manifestou nas redes sociais um dia depois do anúncio de Renato Junior. Em um vídeo, afirmou que pretende declarar apoio a um candidato ao Governo do Amazonas e criticou a postura de antigos aliados.
Em entrevista à rádio Mix, David Almeida contestou a avaliação de Rotta e afirmou que não houve quebra de compromisso político. Segundo o ex-prefeito, o apoio de Renato Junior a Braga é uma decisão do prefeito e não uma posição do Avante, que não lançou candidato ao Senado.
“Não tem punhalada nas costas nenhuma. O prefeito Renato está apoiando o senador Eduardo Braga. O Eduardo Braga é o candidato do prefeito Renato, não é o candidato do Avante. O Avante não tem candidato ao Senado. Então esse argumento não se justifica”, afirmou.
David também rebateu a afirmação de que Rotta teria sido deixado de lado pelo grupo político. Segundo ele, os dois conversaram meses atrás e, na ocasião, Rotta teria pedido para permanecer afastado das atividades de pré-campanha por causa de problemas familiares relacionados à saúde.
De acordo com o ex-prefeito, mesmo durante o período de afastamento, Rotta continuou sendo convidado para participar de agendas políticas, mas não retomou as atividades.
“Ele não participou de nenhum ato de pré-campanha e praticamente nós não tivemos mais contato”, disse David.
O candiato ao governo afirmou ainda que tentou procurar Rotta posteriormente, mas não conseguiu restabelecer contato com o ex-aliado.
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Apesar das críticas e do afastamento político, David Almeida evitou fazer ataques pessoais a Marcos Rotta e destacou a atuação dele como vice-prefeito de Manaus durante o período em que os dois trabalharam juntos na administração municipal (2020-2024). “Ele foi um vice-prefeito atuante, companheiro, parceiro. Eu vou focar nisso”, declarou.
Mudança de rumo
O caso de Marcos Rotta também expõe como as pré-candidaturas ao Senado podem mudar de rumo até a definição oficial das chapas. Nomes inicialmente tratados como escolhas naturais dos grupos políticos acabam perdendo espaço quando entram em cena acordos partidários e interesses eleitorais mais amplos. No caso de Rotta, a mudança de cenário ganhou um peso maior porque ocorreu dentro de um grupo do qual ele era um dos principais aliados e que tinha sua candidatura ao Senado entre as opções apresentadas.
A reação dele indica que o rompimento pode ultrapassar a disputa pelo Senado e atingir diretamente a composição da eleição para o Governo do Amazonas. Ao anunciar que pretende apoiar outro candidato ao cargo, o ex-vice-prefeito deixa de atuar ao lado do grupo de David Almeida e passa a representar uma nova variável nas alianças para 2026.





