Com nomeação de Laura Lucas, mulheres passam a ocupar mais da metade das cadeiras do TRE-AM

A advogada Laura Maria Santiago Lucas foi nomeada nesta terça-feira (7) juíza titular do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM). Com a escolha, a Corte Eleitoral passa a ter uma composição de três homens e quatro mulheres.
Laura Lucas ocupará a vaga destinada à classe dos advogados, em substituição a Fabrício Frota Marques, que concluiu o segundo biênio no tribunal.
A nova integrante do TRE-AM disputou recentemente uma vaga na lista sêxtupla da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Amazonas (OAB-AM), etapa do processo de escolha do próximo desembargador do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) pelo Quinto Constitucional.
Na consulta realizada pela OAB-AM, ela recebeu 818 votos e ficou na quinta colocação, atrás de Giselle Falcone, Grace Benayon, Cármem Romero e Adriane Magalhães. As três primeiras integraram a lista sêxtupla encaminhada ao TJAM.
Na disputa pela vaga do Quinto Constitucional também permanecem os advogados Marco Aurélio de Lima Choy, Carlos Alberto de Moraes Ramos Filho e Aniello Aufiero. O TJAM ainda não definiu a data da sessão que escolherá os três nomes que seguirão na disputa, cuja decisão final caberá ao governador do Amazonas, Roberto Cidade.
Defesa da presença feminina no Judiciário
Com mais de 20 anos de atuação em Direito Processual Civil, Laura Lucas também desenvolveu estudos acadêmicos sobre a participação das mulheres em espaços de poder, especialmente nas cortes de Justiça.
“O Quinto foi introduzido na Constituição de 1934, mas só foi consolidado na Constituição de 1988, portanto, está na hora de uma mulher chegar ao TJAM por esse dispositivo e eu espero poder estar na lista sêxtupla para ter essa oportunidade”, afirmou a magistrada em entrevista ao Onda Digital.
Atualmente, o TRE-AM é presidido pela desembargadora Carla Maria Reis e tem como vice-presidente a desembargadora Nélia Caminha Jorge. Com a chegada de Laura Lucas, a Corte mantém a presença feminina em posições de destaque na Justiça Eleitoral do estado.
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Mulheres também são maioria entre os suplentes
A predominância feminina no tribunal também deve ser mantida entre os membros substitutos. No último dia 2, a OAB-AM publicou edital com inscrições exclusivas para advogadas para a escolha de uma juíza substituta, em razão do encerramento do primeiro biênio da juíza eleitoral Maria Benigno, que poderá disputar a recondução ao cargo.
Entre os oito membros suplentes do TRE-AM, apenas dois são homens. As demais vagas são ocupadas por magistradas e juristas, consolidando a maior presença feminina na composição da Justiça Eleitoral amazonense.





