Segunda vaga ao Senado ainda divide PT e PCdoB no AM

A menos de duas semanas da convenção da Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), marcada para 1º de agosto, a definição da segunda candidatura ao Senado segue em aberto e se tornou o principal desafio das negociações entre os partidos no Amazonas.
Embora a candidatura do senador Eduardo Braga (MDB) seja tratada como consolidada na chapa governista, a outra vaga permanece indefinida. O centro das articulações é a situação do ex-deputado federal Marcelo Ramos (PT), que foi indicado pelo diretório estadual do partido para disputar o Senado, mas passou a enfrentar um novo cenário após movimentações da direção nacional petista.
Nos bastidores, lideranças do PT atribuem a mudança de rumo às articulações conduzidas pelo presidente nacional da legenda, Edinho Silva, em diálogo com Eduardo Braga. A movimentação contrasta com o cenário inicial da pré-campanha, quando Marcelo Ramos assumiu a missão de disputar o Senado após ser incentivado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
PCdoB cobra definição do PT
À Onda Digital, o presidente estadual do PCdoB, Yann Evanovick, afirmou que a federação ainda não chegou a um consenso sobre a pré-candidatura de Marcelo Ramos e destacou que cabe ao próprio PT resolver a questão antes da convenção.
“O que está colocado hoje, de forma objetiva, é a candidatura do senador Eduardo Braga. Não existe consenso por parte da Federação na pré-candidatura do Marcelo Ramos, porque essa é uma questão de caráter do Partido dos Trabalhadores”, disse.
Segundo Yann, o PCdoB solicitou que a direção estadual e nacional do PT conclua essa discussão até o dia 23 de julho, permitindo que a federação chegue à convenção com um posicionamento definido.
O dirigente ressaltou que o partido não faz qualquer restrição ao nome de Marcelo Ramos, mas entende que não cabe ao PCdoB interferir em uma decisão interna do PT.
“O PCdoB não tem nenhum veto ao nome do Marcelo. Agora, é preciso que o Partido dos Trabalhadores possa consolidar esse debate. Não é correto que um partido interfira na tomada de decisão de outro”, disse.
Para Yann, como Marcelo é filiado ao PT, a definição sobre sua candidatura deve partir da própria legenda antes de ser submetida à federação.

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Divergência de estratégia
A indefinição evidencia uma divergência entre as instâncias estadual e nacional do PT sobre a estratégia para a eleição de 2026.
Enquanto o diretório amazonense havia anunciado Marcelo Ramos como seu pré-candidato ao Senado, as articulações nacionais passaram a priorizar uma composição mais ampla para a chapa majoritária. Até o momento, o partido ainda não oficializou qual será sua posição na convenção.
O posicionamento do PCdoB também demonstra cautela. Em vez de entrar na disputa interna do PT, o partido prefere aguardar uma definição da legenda para então discutir a composição final da federação.





