Aliado confirma chegada de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) chegou aos Estados Unidos na tarde desta terça-feira (27/10), segundo informações de aliados de Trump. A rota usada, porém, ainda não havia sido esclarecida: a suspeita de que ele teria passado pela Argentina não foi confirmada, e o governo argentino declarou não ter registro de entrada do senador no país.
Um advogado mexicano ligado ao movimento “Make America Great Again”, de Donald Trump, confirmou a chegada do senador ao país norte-americano. Simón Levy chamou a saída de Flávio de “Operação Alba”. Nas redes sociais, o aliado de Donald Trump anunciou a chegada do senador e detalhou os próximos passos em solo estadunidense.

Levy afirmou que o governo norte-americano autorizou a concessão de asilo político a Flávio. Ele também criticou o governo Lula, chamando-o de autoritário. A afirmação sobre o asilo, porém, não foi confirmada oficialmente pelo governo dos EUA. A CNN noticiou que aliados de Flávio disseram que Washington sinalizou a possibilidade do benefício.

Na manhã desta terça, aliados tentavam contato com Flávio. O Dia informou que a última mensagem atribuída ao senador, enviada ao senador Rogério Marinho por volta das 8h, dizia que ele estava “esfriando a cabeça”, sem esclarecer se havia deixado o país. Mais tarde, aliados confirmaram a viagem aos Estados Unidos.
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Flávio havia dito que ficaria no Brasil
Na segunda-feira (26/10), Flávio publicou um vídeo afirmando que entregaria os passaportes e que organizaria a oposição ao governo Lula no Brasil. Também disse que nunca havia pensado em deixar o país e classificou a decisão judicial como uma tentativa de intimidação. A ordem foi tomada em uma investigação que apura suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo o senador e o advogado Willer Tomaz; ambos negam irregularidades.
A notícia sobre uma possível passagem pela Argentina foi publicada inicialmente pelo site Infobae. Segundo a versão divulgada pelo portal, Flávio teria cruzado a fronteira e embarcado em um avião particular em Puerto Iguazú. As autoridades argentinas, no entanto, disseram que não havia registro de entrada do senador nem plano de voo da aeronave que incluísse a família Bolsonaro. A Polícia Federal também não havia identificado registro regular de saída do parlamentar do Brasil.





