Políticos se reposicionam e engrossam o caldo para palanque de Omar Aziz

Na política amazonense, o segundo turno também virou temporada de reposicionamento. Candidato ao governo derrotado teve seus “órfãos” saindo pela culatra, cada um buscando seu rumo em um novo lugar no tabuleiro. E o palanque de Omar Aziz (PSD) tem se tornado um destino conveniente.
Deputado federal reeleito Fausto Júnior declarou apoio ao senador. O vereador Rodrigo Sá publicou um vídeo nas redes sociais pedindo votos para Omar e associando sua candidatura à promessa de mudança com segurança. Já o deputado estadual reeleito Dr. George Lins anunciou que estará ao lado de Omar e da vice, Alessandra Campelo, defendendo uma aliança baseada no diálogo e no desenvolvimento do Amazonas. E outros nomes que antes, estavam em outro grupo político.
Veja outro exemplo, là na Câmara Municipal de Manaus, Diego Afonso, líder do União Brasil e presidente da UVB-AM, também tornou pública sua escolha. Glória Carratte foi além das declarações virtuais e participou de caminhadas com apoiadores da chapa. A professora Jacqueline, por sua vez, passou a defender a candidatura de Omar e destacou pautas como educação, saúde, direitos das mulheres e valorização dos trabalhadores rurais.
Individualmente, cada apoio pode ser apresentado como uma decisão legítima. Politicamente, porém, o conjunto das movimentações chama atenção pelo momento em que ocorre: a poucos dias da eleição e com a disputa pelo governo entrando em sua fase decisiva.
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A impressão é de que ninguém quer correr o risco de ficar órfão de poder. Quando um projeto político perde força, a capacidade de adaptação costuma falar mais alto. Lideranças que ontem dividiam o mesmo campo agora buscam espaço em uma candidatura que pode sair das urnas com o controle do Executivo estadual.
O resultado da urna ainda não está definido, mas, nos bastidores, a disputa por espaço já começou. E, para alguns, talvez o objetivo não seja apenas ajudar a eleger um candidato, mas evitar que uma eventual derrota de um grupo político também represente o fim de sua influência política.





