Orçamento de 2027 abre disputa pela relatoria na Aleam

O governador Roberto Cidade (União Brasil) encaminhou à Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) a proposta da Lei Orçamentária Anual de 2027 (LOA), que prevê receitas e despesas de R$ 37,3 bilhões, redução de 2% em relação à LOA de 2026, de R$ 38,06 bilhões.
A proposta deve abrir uma disputa entre deputados que concorrerão à presidência da Aleam e querem relatar o orçamento que será executado pelo futuro governador Omar Aziz (PSD).
Tradicionalmente, os projetos começam a tramitação pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde o “presidenciável” Wilker Barreto (PSD) atua. Na comissão, a análise se limita à legalidade e à constitucionalidade da proposta.
É na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) que a disputa deve se intensificar. Wilker e Ednaílson Rozenha (PSD), ambos titulares, podem concorrer à relatoria do orçamento. O relator tem poder para definir a destinação dos recursos e vetar emendas dos demais deputados.
A função ganha peso na disputa pela presidência da Casa, já que pode ajudar a conquistar apoio de parlamentares, inclusive dos novatos, com a possibilidade de atender a demandas.
Além dos “presidenciáveis”, Alessandra Campêlo (PSD), vice-governadora eleita, também pode assumir a relatoria. Ela é titular da CCJ e da Comissão de Orçamento, onde ocupa a vice-presidência.
Alessandra foi relatora da LOA de 2026 e rejeitou todas as emendas não impositivas, optando por contemplar os interesses dos deputados em programas e projetos da proposta enviada pelo então governador Wilson Lima (União Brasil).





