Omar Aziz chega ao governo com superbase política e muda cenário de poder

A vitória de Omar Aziz (PSD) no segundo turno não representa apenas a conquista do Governo do Amazonas. O senador chega ao Palácio com uma estrutura política que, se mantida, pode lhe garantir uma das bases de sustentação mais amplas para iniciar uma gestão no estado. Antes mesmo da posse, o novo governador já teria boa parte do caminho pavimentado para negociar com prefeitos, deputados e vereadores.
O dado mais expressivo é a adesão dos prefeitos dos 62 municípios amazonenses, incluindo Renato Junior (Avante), de Manaus. No interior, onde as relações políticas são construídas a partir de alianças locais e da presença das lideranças municipais, reunir todos os gestores significa ampliar consideravelmente a capacidade de articulação do governo.
Na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), a campanha estima o apoio de aproximadamente 90% dos 24 deputados estaduais, cerca de 22 parlamentares. Na Câmara Municipal de Manaus, a conta ultrapassa 30 dos 41 vereadores.
Omar não chega apenas com a faixa de governador. Chega com uma rede política que pode facilitar a governabilidade e reduzir o espaço de reação dos adversários.
A movimentação também evidencia a reorganização das forças após a derrota de Roberto Cidade (União Brasil) no primeiro turno. Lideranças que antes estavam em outros palanques passaram a se aproximar de Omar, numa demonstração de que, na política amazonense, a montagem do novo cenário de poder começa antes mesmo da posse.
Mais do que somar apoios individuais, Omar reúne grupos políticos com presença na capital e no interior.
Enquanto isso, Maria do Carmo (PL) enfrenta o desafio de reorganizar a oposição depois de uma disputa em que não contou com o apoio de prefeitos. O contraste entre as duas estruturas expõe uma dificuldade adicional para os adversários: construir uma frente capaz de equilibrar a influência política do novo governo.





