Flávio foi para os EUA, e os aliados ficaram com a crise

A viagem de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos expôs diferentes reações dentro do próprio grupo político. Enquanto alguns aliados tentam transformar a saída do senador em um ato de resistência contra Alexandre de Moraes, outros começam a demonstrar desconforto. Maurício Marcon e Carlos Jordy falaram em exílio político, enquanto Sóstenes Cavalcante declarou apoio à família. Mas o discurso de união não parece tão simples.
Nikolas Ferreira, que foi bastante presente nas redes sociais durante a campanha, e nos “bloquinhos do 22” presencialmente no país, permaneceu sem manifestação direta sobre a viagem, limitando suas publicações a críticas ao governo Lula, candidato reeleito.
Já Tarcísio de Freitas, uma das lideranças, adotou um tom mais prudente, publicou um vídeo agradecendo Flávio pela caminhada eleitoral, mas deixou uma mensagem que chama atenção: “A eleição passou, o Brasil continua.” A declaração aponta para outra prioridade: seguir em frente, reorganizar a direita e pensar no futuro.
Enquanto isso, Valdemar Costa Neto admitiu não ter gostado da carta publicada por Flávio.
Carlos Bolsonaro, sem citar diretamente o irmão, afirmou que Jair Bolsonaro segue disposto a continuar na política.
Flávio saiu do Brasil, mas quem ficou precisará administrar as consequências políticas dessa decisão. Entre manifestações de apoio, críticas e sinais de desconforto, o episódio coloca à prova a unidade do grupo Bolsonaro.
Até onde vai a solidariedade dos aliados quando a estratégia de um dos principais nomes da direita passa a gerar desgaste para todo o grupo?





