ENTRELINHAS: Lideranças evangélicas recuam o apoio

Depois de apoiar o bolsonarismo, parte das principais lideranças evangélicas começou a mudar o tom após a derrota de Flávio Bolsonaro na disputa presidencial.
Vamos aos exemplos: o bispo Edir Macedo, da Igreja Universal, teve uma pregação republicada nas redes: “Na Universal, nós priorizamos essa hierarquia: primeiro Deus, depois família, e depois o resto. Não concordo com essa teoria ‘Deus, pátria e família’”.
Já o bispo Abner Ferreira, da Assembleia de Deus de Madureira, defendeu que a democracia “exige maturidade, equilíbrio e respeito às decisões populares, independentemente das convicções e preferências individuais”.
Na mesma linha, o bispo JB Carvalho afirmou que “as eleições terminaram” e que “não há terceiro turno”, além de pedir aos fiéis que parem de “profetizar o caos”.
Até mesmo Silas Malafaia, aliado histórico dos Bolsonaro, criticou a reação dos filhos do ex-presidente, embora continue defendendo Flávio publicamente.
O apoio religioso não é um cheque em branco. Ao demarcarem posições e evitarem embarcar na contestação eleitoral, essas instituições também sinalizam que precisam preservar sua influência e capacidade de diálogo, independente de quem esteja no comando do país.





