Adeus, “RC”: Cidade reinventa e “populariza” o próprio nome

No “viradão eleitoral”, que acontece na madrugada deste domingo (16/8), o governador Roberto Cidade fará um grande adesivaço em três pontos de Manaus para marcar o início de sua campanha a reeleição junto com o vice-governador Serafim Corrêa. Mas a movimentação carrega algo bem maior que apenas o ato de adesivar os veículos. Ele marca o início de uma mudança estratégica na campanha do candidato do União Brasil. Roberto Cidade passar a ser, simplesmente, “Cidade”.

É a mudança mais importante da comunicação eleitoral do candidato até agora.
Depois de utilizar o “RC” como marca nas disputas anteriores, a campanha aposta agora no próprio sobrenome como identidade principal. E há uma lógica por trás disso: “Cidade” é uma palavra curta, fácil de memorizar e que já possui significado próprio para o eleitor.
A estratégia permite transformar o sobrenome em conceito. O C de Cidade também é o C de quem “Cuida”, é o da Cidade que trabalha. A campanha passa a ter uma espécie de código próprio, sem que seja necessário explicar constantemente a engenharia da marca.
O C virou personagem da campanha
A letra “C” será o centro dessa nova identidade e aparece associada a cinco conceitos: cuidado, coragem, competência, compromisso e confiança.
A ideia é transformar uma simples letra inicial de um nome em um símbolo político.
Ao mesmo tempo, a campanha trabalha com três compromissos centrais: mais emprego, mais cuidado e mais futuro.
A aposta, portanto, é criar uma comunicação que tenha menos cara de identidade visual tradicional e mais aparência de conceito eleitoral.
Mas existe um ponto de atenção nessa estratégia: quanto mais significados forem colocados dentro do “C”, maior o risco de o símbolo perder força.
Cinco conceitos já representam uma carga considerável para uma marca que justamente pretende ser simples. Se novas palavras forem incorporadas ao longo da campanha, a comunicação pode ficar dispersa.
Na política, um símbolo forte costuma funcionar melhor quando o eleitor consegue entendê-lo rapidamente.
Oito jingles, mas um precisa prevalecer
A campanha também prepara oito jingles, com o “C de Cidade” sendo o principal. A variedade pode ajudar a alcançar diferentes públicos em momentos da campanha. Porém, uma eleição precisa de uma música que se torne reconhecível, a famosa “música chiclete”.
Se “C de Cidade” for escolhido como o principal hit, a estratégia tende a depender menos da quantidade de jingles e mais da repetição daquele que conseguir fixar o nome e o conceito.
A chapa
O adesivaço da madrugada será a primeira ação conjunta da chapa depois do início oficial da campanha e funcionará como uma espécie de fotografia inaugural da disputa.
E isso importa porque a mudança de identidade precisa ser acompanhada de uma mudança de percepção. A campanha não quer apresentar apenas um novo logotipo, mas transmitir a ideia de uma candidatura renovada, mais popular e próxima do eleitor.
No fim das contas, a operação “Cidade” tem um objetivo bastante claro: fazer com que o eleitor deixe de enxergar apenas o nome Roberto Cidade e passe a reconhecer “Cidade” como uma marca política.
O desafio agora será transformar a palavra em identidade, a letra em símbolo e o símbolo em lembrança eleitoral.





