Representante do Fluminense diz que proibição das bets pode gerar desemprego no futebol

O representante do Fluminense, Matheus Reis e Montenegro, afirmou, durante audiência pública no Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça-feira (3/11), que a proibição das casas de apostas on-line no Brasil pode provocar desemprego na cadeia do futebol.
Na ocasião, ele argumentou que os impactos econômicos da restrição também precisam ser considerados na discussão sobre os prejuízos sociais causados pelas bets.
Ao se manifestar diante dos ministros, Montenegro reconheceu os problemas enfrentados por famílias endividadas em razão das apostas, mas defendeu que a perda de receitas dos clubes também representa um problema social.
“Eu ouvi muito se falar sobre drama, o drama das famílias, o drama do endividamento. E isso é verdade, o Fluminense não nega isso. Só que também existe um drama do desemprego”, declarou.
Equipes menores
Durante a fala, o representante questionou como os clubes manteriam suas atividades caso perdessem as receitas provenientes do setor de apostas. “O que os clubes vão fazer se a receita acabar?”, perguntou.
Montenegro afirmou que a discussão exige uma ponderação entre os impactos sociais do endividamento provocado pelas apostas e os efeitos econômicos de uma eventual perda de patrocínios e receitas no futebol.
Na avaliação do representante do Fluminense, o desemprego poderia atingir famílias que dependem da cadeia econômica do esporte, especialmente em agremiações de menor porte.
“O drama de uma família endividada não pode ser maior do que o drama de uma família que vai ter que sofrer os efeitos do desemprego”, afirmou.
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Além do Fluminense, representantes do Flamengo, Botafogo, Cruzeiro, São Paulo e Corinthians defenderam que a proibição das bets não resolve os problemas relacionados ao vício em apostas e pode provocar perdas financeiras, demissões e dificuldades para manter contratos no futebol.
A Federação Nacional dos Atletas Profissionais de Futebol (Fenapaf) também alertou para o risco de aumento do assédio de plataformas ilegais a jogadores e de manipulação de resultados.
A manifestação ocorreu durante a audiência pública convocada pelo ministro Luiz Fux, relator da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 8027, que questiona a restrição às apostas de quota fixa no Brasil.
O encontro reúne representantes do governo federal, de clubes de futebol, de empresas de apostas e de organizações da sociedade civil para discutir os efeitos da medida.





