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Polícia deflagra operação contra ataque hacker que criou mandados de prisão para Lula e Moraes

Ataque teria ocorrido em janeiro, quando criminosos tentaram emitir mandados falsos de prisão contra autoridades
05/02/26 às 09:34h
Polícia deflagra operação contra ataque hacker que criou mandados de prisão para Lula e Moraes

(Foto: Igo Estrela/Metrópoles @igoestrela)

A Polícia Civil de Goiás, em ação integrada com o Núcleo de Segurança Institucional do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO), deflagrou na manhã desta quinta-feira (5/2) uma operação para combater fraudes cibernéticas interestaduais que tiveram como alvo sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Poder Judiciário goiano.

Os mandados estão sendo cumpridos em Goiás, no Distrito Federal, em Minas Gerais e em Santa Catarina. No total, estão sendo cumpridos quatro mandados de busca e apreensão.

Segundo investigações, o ataque hacker inseriu mandados falsos no Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP) e em processos digitais do Projudi/TJGO, incluindo documentos fraudulentos que simulavam decisões judiciais.

O ataque teria ocorrido em janeiro, quando CNJ foi alvo de uma tentativa de emitir mandados de prisão contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro Alexandre de Moraes, do STF.

A instituição identificou alterações irregulares no BNMP, que envolveram a troca e substituição de dados de um mandado judicial por informações vinculadas às autoridades. Houve, inclusive, a substituição dos CPFs de Lula e Moraes, embora os criminosos não tenham conseguido concluir a emissão dos mandados falsos de prisão.


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Os envolvidos teriam utilizado indevidamente credenciais de servidores públicos, o que possibilitou a realização irregular de consultas, o cumprimento ilícito de mandados de prisão no sistema judicial e a tentativa de emissão forjada de mandados contra terceiros. Levantamentos técnicos indicaram que terceiros, de forma criminosa, passaram a utilizar senhas funcionais de servidores públicos para manipular informações sensíveis.

O principal envolvido no esquema fraudulento já havia sido identificado pela Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos (DERCC) em julho de 2025 como um adolescente residente no Distrito Federal. As investigações sobre o caso continuam.

*Com informações de Metrópoles