O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) solicitou, na quarta-feira (2/3), que a Polícia Civil abra um inquérito para investigar a denúncia de estupro protocolada no órgão contra o apresentador Otávio Mesquita por parte da comediante Juliana Oliveira.
Há algumas semanas, a ex-assistente de palco do SBT, acusou Mesquita de ter passado a mão nas partes íntimas dela, sem consentimento, durante uma gravação do programa “The Noite”, de Danilo Gentili, em 25 de abril de 2016.
Na sua solicitação, a promotora Priscila Longarini Alves, da Promotoria de Justiça Criminal de Osasco – cidade onde fica a sede do SBT – afirma que “existem elementos que necessitam de maior investigação quanto à prática de eventual infração contra a dignidade sexual” de Juliana.
A promotora escreveu ainda que representado, em tese, “a agarrou e, em seguida, posicionou a genitália próximo ao rosto dela, bem como passou a apalpá-la nos seios e nádegas. A vítima, por sua vez, tentou desvencilhar-se, em oposição ao ato praticado”.
A defesa da comediante diz que “recebe a decisão do MP com muita confiança de que o inquérito irá robustecer ainda mais as provas de estupro”. A defesa de Otávio Mesquita não tinha se pronunciado, até a postagem desta matéria.
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Entenda a denúncia contra Otávio Mesquita
A denúncia contra Otávio Mesquita foi protocolada no MP na semana passada pelos advogados Hédio Silva Jr. e Silvia Souza, representantes da comediante Juliana Oliveira.
Veja a cena:
Ex-assistente de Danilo Gentili acusa Otávio Mesquita de estupro pic.twitter.com/E2oqR5MGfs
— Rede Onda Digital (@redeondadigital) March 27, 2025
Posteriormente, Mesquita se defendeu nas redes sociais. Ele chamou o caso de “acusação caluniosa” e enfatizou que, em quase dez anos do episódio, “nunca houve nenhuma manifestação pública ou desagravo da comediante” sobre o episódio.