Enem 2026: dormir, comer bem e não exagerar nos estudos podem fazer diferença na prova

Faltam poucos dias para o Enem 2026, e a preparação dos mais de 5 milhões de inscritos vai além das horas de estudo. Dormir mal, ir à prova em jejum ou passar a noite anterior revisando conteúdo pode comprometer o desempenho, segundo orientações da coordenadora pedagógica Alessandra Noceti.
As provas estão marcadas para 8 e 15 de novembro. Para enfrentar a maratona de questões, os candidatos precisam equilibrar corpo e mente. Alessandra passou as recomendações em entrevista à Rádio Nacional.
Sono
A especialista alerta que a falta de descanso e a ansiedade podem afetar o desempenho na hora da prova, e por isso o sono é fundamental.
“O candidato que dorme mal ou que descansa pouco antes de uma avaliação pode ter uma chance maior de ter um ‘branco’, exatamente pelo cansaço mental”, explica Alessandra. Ela ressalta que é durante o sono que o conteúdo estudado é fixado.
Outro fator prejudicial é o uso do celular na hora de dormir, que estimula o cérebro e prejudica o descanso.
Alimentação
É importante planejar a alimentação e a hidratação nos dias do exame. A especialista não recomenda que os estudantes façam a prova em jejum, pois isso pode prejudicar o raciocínio.
A indicação é fazer uma refeição antes de sair de casa, escolhendo alimentos com os quais o candidato já esteja acostumado, para evitar imprevistos. Para os lanches durante a prova, frutas, barras de cereal e chocolates são indicados, por ajudarem a manter a energia.
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Atividade física e lazer
“Para quem é sedentário, uma caminhada pode ajudar. Porém, o principal são os exercícios de alongamento, englobando a coluna lombar e, especialmente, pescoço, costas, braços e ombros. Isso é importante para que a parte superior do corpo também possa estar mais relaxada”, orienta.
Ela também recomenda que o candidato não abandone os momentos de lazer e de interação social.
Estudos
Alessandra recomenda não exagerar nas horas de estudo às vésperas da prova.
“A melhor forma de estudar nesta reta final é se dedicando àquilo com que se tem mais afinidade ou mais facilidade, no sentido de que o que não foi aprendido até o momento, muito possivelmente não será mais. Não há tempo hábil para isso”, afirma.





