Caixa entra em greve nesta quinta-feira (10); veja o que muda para clientes

Trabalhadores da Caixa Econômica Federal entram em greve por tempo indeterminado em todo o país a partir desta quinta-feira (10/9). A paralisação foi aprovada pela categoria em assembleias realizadas na última semana, após a rejeição da proposta apresentada pelo banco para o Saúde Caixa, plano de assistência médica dos empregados.
O principal ponto de discordância envolve as mudanças previstas na forma de cobrança do plano. Os trabalhadores afirmam que a proposta aumenta os custos para empregados, aposentados, pensionistas e dependentes, especialmente para quem utiliza com maior frequência os serviços de saúde.
Entre as alterações apresentadas pela Caixa está o aumento da contribuição de 3,5% para 4,5% do salário para aposentados e pensionistas. Também está prevista a elevação de 7% para 9% do limite da renda familiar que pode ser comprometida com o plano. A cobrança de 13 mensalidades por ano permanece.
Outro ponto que gerou resistência é o reajuste do valor pago por dependentes, que passaria de R$ 480 para R$ 660.
A proposta também prevê aumento na cobrança por consultas em pronto-socorro, de R$ 75 para R$ 150. O limite anual dessas cobranças por família subiria de R$ 3.600 para R$ 4.800. Dependentes indiretos ficariam fora desse limite, enquanto todos os usuários teriam de pagar pelo menos R$ 50.
Despesas
Para os sindicatos, as mudanças podem aumentar o peso do plano de saúde sobre o orçamento dos trabalhadores e aposentados.
A categoria também contesta a possibilidade de adoção de cobranças diferenciadas conforme a idade de empregados e dependentes. Os representantes dos trabalhadores afirmam que o modelo penalizaria usuários com maior necessidade de atendimento médico.
Outras reivindicações
A greve não está restrita ao plano de saúde. Os trabalhadores também reivindicam mudanças nas carreiras e nas condições de trabalho. Entre os pedidos estão:
- novos critérios para promoção;
- direito à desconexão;
- possibilidade de venda de dez dias de férias;
- medidas específicas para trabalhadores com deficiência;
- ações voltadas à saúde e à diversidade;
- ampliação das ausências permitidas;
- aumento da rede credenciada do Saúde Caixa.
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Negociação
A Caixa convocou a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) para uma reunião na quarta-feira (9), com o objetivo de discutir o impasse.
Os sindicatos esperam que uma nova proposta atenda às reivindicações e evite o prolongamento da greve. Enquanto isso, os representantes dos trabalhadores defendem a adesão à mobilização como forma de pressionar a direção do banco durante as negociações.
Clientes
A paralisação pode afetar o funcionamento de agências e serviços presenciais, conforme a adesão em cada localidade.
Para quem precisa realizar operações bancárias, serviços digitais, caixas eletrônicos e outros canais de atendimento podem continuar sendo alternativas, embora a disponibilidade de determinados serviços possa variar durante a paralisação.
A duração da greve dependerá do resultado das negociações. A categoria afirma que a paralisação continuará enquanto não houver uma proposta considerada adequada para o Saúde Caixa e para as demais reivindicações.





