Brasil começa a oferecer primeiro exame de sangue para Alzheimer

O primeiro exame de sangue para Alzheimer com registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) começou a ser oferecido no Brasil nesta quinta-feira (15/10). A tecnologia está disponível no Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre (RS), e utiliza a plataforma Lumipulse, da fabricante Fujirebio.
Como funciona o exame de sangue para Alzheimer
O teste mede a concentração da proteína p-tau217, biomarcador relacionado às alterações cerebrais características da doença. Níveis elevados dessa proteína estão associados ao acúmulo de beta-amiloide no cérebro.
A análise não identifica diretamente a demência nem determina sozinha a causa dos sintomas, mas fornece informações para auxiliar o médico na investigação diagnóstica.
Atualmente, a confirmação dessas alterações envolve exames como a tomografia por emissão de pósitrons (PET amiloide) e a análise do líquido cefalorraquidiano, coletado por punção lombar. O exame de sangue é uma alternativa menos invasiva e potencialmente mais acessível.
Indicação e limites do teste
De acordo com a indicação do produto, o exame é destinado a pessoas com mais de 50 anos que apresentam sintomas de comprometimento cognitivo e estão em investigação médica para Alzheimer. A indicação depende de consulta e testes clínicos.
O teste não é recomendado como rastreamento de pessoas sem sintomas, pois um resultado positivo isoladamente não permite determinar se a pessoa desenvolverá demência no futuro.
Leia mais
Anvisa libera lotes da Ypê, mas mantém restrição para produtos mais antigos
EUA aprovam novo remédio para Parkinson com ação inédita no cérebro
Custo e onde encontrar o exame
O exame está disponível apenas na rede privada, com preço estimado em R$ 3 mil, segundo informações do g1. A Anvisa regularizou a família de produtos Lumipulse G pTau 217 Plasma em 17 de agosto deste ano.
Outra iniciativa no Brasil é o exame oferecido pelo laboratório Richet em parceria com o Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR), que utiliza a tecnologia SIMOA e custa aproximadamente R$ 1,8 mil.
Por enquanto, o novo teste não está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo o Ministério da Saúde, ainda não foi apresentado à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) um pedido de avaliação para incorporar o exame à rede pública.
Atualmente, a investigação do Alzheimer na rede pública envolve avaliação clínica, testes cognitivos e exames complementares, conforme a necessidade de cada paciente.





