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Atirador que matou duas servidoras federais no Rio tinha histórico de conflitos com chefia, diz direção

28/11/25 às 21:17h
Atirador que matou duas servidoras federais no Rio tinha histórico de conflitos com chefia, diz direção

O funcionário João Antônio Miranda Tello Ramos, identificado como o autor dos disparos que mataram duas servidoras e, em seguida, tirou a própria vida nesta sexta-feira (28), no Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet) do Maracanã, no Rio de Janeiro, teria histórico de problemas em aceitar chefia exercida por mulheres. A informação foi revelada pelo diretor da instituição em entrevista à GloboNews.

Pedagogo do Cefet, João passou a manhã normalmente na unidade, cumprimentando colegas e sem apresentar alteração de comportamento aparente, segundo relatos de funcionários.

De acordo com a GloboNews, a direção do Cefet confirmou que João era subordinado às duas vítimas: a professora e diretora Allane de Souza Pedrotti Matos e a psicóloga Layse Costa Pinheiro. A instituição informou ainda que o servidor havia sido afastado do setor de pedagogia após demonstrar dificuldades em ser chefiado por mulheres.

Fontes ouvidas pela emissora relataram que o incômodo com a chefia feminina gerou conflitos internos, a ponto de João judicializar a situação antes de ser transferido para outro setor da instituição.

Segundo a coluna de Mirelle Pinheiro, do portal Metrópoles, depoimentos colhidos também apontam que o atirador apresentava problemas psicológicos. Na tarde desta sexta-feira, ele entrou na área da direção, atirou contra as duas servidoras e, em seguida, tirou a própria vida.

João foi encontrado morto durante a varredura feita por policiais do 6º Batalhão de Polícia Militar (BPM). O caso segue em investigação pelas autoridades.