Anvisa determina apreensão de lotes falsificados de medicamento contra câncer

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão e a proibição da comercialização, distribuição, transporte e utilização de três lotes falsificados do medicamento Enhertu (trastuzumabe deruxtecana) 100 mg, utilizado no tratamento de determinados tipos de câncer. A medida foi publicada no Diário Oficial da União, na terça-feira (22/9), por meio da Resolução-RE nº 3.738.
A determinação abrange os lotes 432221, 432844 e 432862, cuja circulação está proibida em todo o território nacional. A restrição se aplica ao armazenamento, à venda, à distribuição, ao transporte e ao uso dos produtos.
O alerta foi emitido após a Daiichi Sankyo Brasil Farmacêutica, responsável pelo registro do medicamento no país, informar à Anvisa que os lotes não foram fabricados pela empresa e são considerados falsificados.
Até a publicação da resolução, a agência não havia informado quem seria o responsável pela falsificação ou pela distribuição dos produtos irregulares.
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Em quais tipos de câncer o Enhertu é usado?
O Enhertu (trastuzumabe deruxtecana) é utilizado no tratamento de alguns tipos de câncer que apresentam características específicas relacionadas ao HER2, proteína encontrada na superfície de determinadas células tumorais. Entre as indicações estão casos de câncer de mama, câncer gástrico e da junção gastroesofágica.
O medicamento também pode ser indicado para alguns pacientes com câncer de pulmão de células não pequenas que apresentam alterações específicas no gene HER2. As indicações dependem das características do tumor e da situação clínica de cada paciente.
A Anvisa orienta que unidades pertencentes aos lotes interditados não sejam utilizadas e que os envolvidos na cadeia de distribuição cumpram imediatamente a determinação sanitária.






