Renato Junior nega dívida com Sinetram e promete revelar políticos por trás da greve

O prefeito de Manaus, Renato Junior, publicou um vídeo nas redes sociais e afirmou estar indignado com a paralisação do transporte coletivo registrada nesta segunda-feira (20/7). Ele declarou que o município está em dia com as obrigações financeiras do sistema.
“A Prefeitura de Manaus, em 2026, destinou 100% dos recursos para o subsídio do transporte. Estamos em dia com o Sinetram, estamos em dia com todas as obrigações”, disse o prefeito
Renato Jr também anunciou uma coletiva para esta terça-feira (21), na qual promete apresentar números, fatos e documentos sobre as dívidas do setor.
Valores pagos ao Sinetram
Em nota, a Prefeitura de Manaus reforçou que não possui débitos de 2026 com o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram). “A Prefeitura de Manaus, por meio do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), esclarece que não possui débitos pendentes do ano de 2026 junto ao Sinetram, estando suas obrigações financeiras regularmente executadas para o ano corrente”, informou a administração municipal.
O Governo do Amazonas também afirmou ter cumprido suas responsabilidades relacionadas ao Passe Livre Estudantil e informou que mais de R$ 31,1 milhões foram repassados ao Sinetram referentes a 2025. Segundo o Estado, valores ainda pendentes foram depositados judicialmente, mas permanecem bloqueados porque a entidade não teria assinado uma petição conjunta nem fornecido os dados necessários para validar o cálculo das tarifas utilizadas pelos estudantes.
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Paralisação e retorno parcial dos ônibus
A greve começou durante a tarde e interrompeu 100% da circulação dos ônibus, surpreendendo passageiros em diferentes pontos de Manaus. O presidente do Sindicato dos Rodoviários, Givancir Oliveira, atribuiu o movimento aos atrasos recorrentes nos salários da categoria: “O sindicato buscou a Justiça, buscou a mesa de negociação, buscou o diálogo. Cansado do desprezo das empresas com os trabalhadores, nesse exato momento acabou o diálogo”.
No início da noite, o sindicato autorizou o retorno de 40% da frota, principalmente para atender a região central e facilitar o deslocamento dos trabalhadores que voltavam para casa. Apesar da retomada parcial, a greve foi mantida, com 60% da categoria mobilizada, enquanto o Sinetram declarou ter sido surpreendido pela paralisação, afirmou que não recebeu comunicação prévia e anunciou que adotaria medidas judiciais para normalizar o serviço.





