Projeto abre caminho para queda no preço dos combustíveis no Amazonas

A aprovação de um projeto para implantação de uma refinaria no Amazonas reacendeu a expectativa de redução no preço dos combustíveis no estado, que atualmente figura entre os que registram os maiores valores do país. O tema foi destaque durante a 323ª Reunião Ordinária do Conselho de Administração da Suframa (CAS), realizada nesta terça-feira (30).
Representando o governador Roberto Cidade (União Brasil), o vice-governador Serafim Corrêa (PSB) afirmou que a iniciativa pode contribuir para diminuir os custos da gasolina e do diesel para os consumidores amazonenses.
“Manaus e o Amazonas têm um dos combustíveis mais caros do Brasil. Espero que, a partir da aprovação deste projeto, a população do Amazonas possa sentir uma diminuição no preço dos combustíveis. É isso que nós esperamos”, declarou.
A refinaria está entre os 40 projetos industriais aprovados pelo CAS durante a reunião. Ao todo, os empreendimentos somam R$ 3,18 bilhões em investimentos, com previsão de gerar 1.126 empregos nos próximos três anos e movimentar cerca de R$ 26,9 bilhões em faturamento.
Além da refinaria, outro projeto considerado estratégico foi a instalação da Tecumseh do Brasil no Polo Industrial da Zona Franca de Manaus (ZFM). A fabricante de motocompressores para aparelhos de ar-condicionado investirá R$ 53,7 milhões no estado e deverá criar 107 empregos diretos.
Segundo Corrêa, a chegada da empresa representa uma conquista aguardada há anos, já que a maior parte das fabricantes de aparelhos de ar-condicionado do país está instalada na capital amazonense.
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O secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Rodrigo Zerbone, que presidiu a reunião, também destacou a relevância dos dois projetos para o desenvolvimento da região.
“É muito simbólico que a Tecumseh venha produzir na Zona Franca de Manaus e a refinaria também é um projeto estratégico para a região Norte e para o Brasil”, afirmou.
Embora a aprovação represente um avanço para o setor industrial, ainda não há previsão de quando a refinaria entrará em operação ou de quando uma eventual redução no preço dos combustíveis poderá ser percebida pelos consumidores.
A expectativa do governo estadual é que o aumento da capacidade de produção local contribua para reduzir custos logísticos e ampliar a oferta de combustíveis no estado.





