Influenciador que criticou ZFM e ofendeu indígenas precisa ser denunciado, diz advogada

A advogada Natália Demes criticou o conteúdo divulgado pelo influenciador Gabriel Silva, o “Gordão” e afirmou que as declarações ultrapassam o campo da opinião pessoal. “Esse vídeo contém desinformação sobre a Zona Franca de Manaus e xenofobia. Precisa ser denunciado na própria plataforma como discurso de ódio e informação falsa”, afirmou.
Segundo ela, além das ofensas contra indígenas e moradores do Amazonas, o conteúdo divulgado nas redes sociais contribui para espalhar informações distorcidas sobre a importância econômica da Zona Franca de Manaus, responsável pela geração de milhares de empregos diretos e indiretos na Região Norte. Demes disse, ainda, que cometários como este devem ser denuciados no site sobre comunicação de crimes.
Para o advogado Helso Ribeiro, o desconhecimento sobre a efetividade do Polo Industrial de Manaus ainda é muito grande, às vezes até fomentado por pessoas que conhecem o modelo, mas não se conformam com os benefícios recebidos.
“Existe muito essa narrativa de que Manaus apenas monta produtos, mas quando as pessoas conhecem o funcionamento das indústrias, acabam mudando essa impressão”, pontuou Ribeiro.
Segundo o advogado, as críticas à Zona Franca de Manaus podem até entrar no campo da opinião pessoal, mas as falas direcionadas aos povos indígenas ultrapassam esse limite.
“Quando ele chega e fala ‘empregar um bando de índio filho da puta’, isso sim pode configurar difamação e injúria. Nesse sentido, ele poderia sofrer alguma ação judicial, porque está ofendendo os povos originários na sua honra”, declarou.
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Ataques à Zona Franca e falas contra indígenas
Gabriel Silva, conhecido nas redes sociais como “Gordão”, passou a ser alvo de críticas após publicar vídeos com ataques à Zona Franca de Manaus e declarações consideradas preconceituosas contra moradores do Amazonas e povos indígenas.
Com cerca de 900 mil seguidores nas redes sociais, ele afirmou que os produtos fabricados em Manaus seriam mais caros por causa da logística do polo industrial e atribuiu os custos ao fato de o país “ter que empregar esses índios aí”, usando ainda xingamentos contra a população manauara.
A publicação recebeu inúmeros comentários de pessoas e até políticos, entre eles o deputado federal Capitão Aleberto Neto (PL): “Amanhã depois de descer da minha casa da árvore e de alimentar minhas onças eu respondo e explico pra ele a nossa visão sobre o Norte e sobre a ZFM”. Outra pessoas disseram: “POVO do NORTE (Amazonas) vamos DENUNCIAR esse Discurso de Ódi0 aqui”.





