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Pesquisadores da UEA identificam má qualidade da água em poços de Parintins

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Uma equipe de pesquisadores da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), por meio do Mestrado Profissional em Rede de Recursos Hídricos (ProfÁgua), apresentou relatório nesta segunda (10/6) revelando uma avaliação físico-química que constatou a contaminação de poços na cidade de Parintins (a 369 quilômetros de Manaus).

Utilizando equipamentos portáteis do Laboratório de Qualidade das Águas da UEA, o grupo de pesquisa constatou a presença de uma quantidade de alumínio acima do permitido pela legislação vigente, além de valores de amônia e nitrato preocupantes para a saúde da população.


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Os resultados levantaram um alerta, pois estes parâmetros são indicadores de contaminação recente por esgotos domésticos. E nas análises não foi encontrada a presença de cloro livre, elemento essencial para garantir a segurança microbiológica, eliminando bactérias nocivas e prevenindo doenças transmitidas pela água. Em todas as amostras, o valor encontrado foi de ‘0,0’, o que está em desacordo com a legislação. Dessa forma, o sistema está susceptível à presença de coliformes fecais e à proliferação de microrganismos na rede de abastecimento.

Os problemas de fornecimento de água na cidade de Parintins ocorrem desde o ano de 2005. Em relatório recente realizado pela Companhia de Saneamento do Amazonas (Cosama) e Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), foram apresentados sinais de alerta em relação aos poços subterrâneos administrados pelo Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Parintins (SAAE), confirmando os estudos feitos pela equipe UEA.

Foi identificada a contaminação de 22 dos 26 poços responsáveis pelo abastecimento do município. Diversos poluentes – como amônia, manganês, ferro, nitrato e alumínio -, além da presença de coliformes totais e fecais, o que demonstra a inadequação da água para a população com base na Portaria 05/2017, do Ministério da Saúde (MS).

Em audiência pública realizada com a Cosama, o Programa de Saneamento Integrado de Parintins (Prosai) e o Ministério Público (MP), a equipe do ProfÁgua sugeriu, como solução imediata, a construção de uma Estação de Tratamento de Água (ETA) para que a água recebida pela cidade fosse retirada do rio Amazonas, recebendo tratamento adequado. O Prof. Dr. José Camilo, coordenador do ProfÁgua e um dos pesquisadores da equipe, afirmou:

“A água subterrânea é água de reserva. É necessário fazer perfurações em lugares adequados por meio de estudos aí precisa e, inclusive, de acompanhamento da CPRM. Isso nós já orientamos. São pelo menos três poços que seriam poços de reservas até que seja construída a ETA”.

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Ivanildo Pereira
Ivanildo Pereira
Repórter de política na Rede Onda Digital Jornalista formado pela Faculdade Martha Falcão Wyden. Política, economia e artes são seus maiores interesses.

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