Opera+ Amazonas: entenda como funciona o programa que já realizou mais de 336 mil cirurgias no estado

O Governo do Amazonas mantém o programa Opera+ Amazonas, criado para ampliar a realização de cirurgias eletivas na rede pública de saúde. A principal estratégia é intensificar o uso dos centros cirúrgicos já existentes, com funcionamento também no período noturno, aos finais de semana e em feriados. Dessa forma, o programa consegue atender mais pacientes e reduzir o tempo de espera por procedimentos.
Para ter acesso às cirurgias, o paciente deve seguir o fluxo normal da rede estadual de saúde: procurar uma unidade básica ou um posto de saúde, passar por consulta médica e, se houver indicação cirúrgica, ser encaminhado para uma das unidades hospitalares que participam do programa. A regulação é feita pela Central de Regulação do Estado, que organiza as filas e agenda os procedimentos de acordo com a gravidade e a ordem de chegada.
Metas e resultados do programa
Em 2025, o programa realizou 336.816 cirurgias eletivas, um aumento de 20% em relação ao ano anterior. Para 2026, a meta é chegar a 342 mil procedimentos, na capital e no interior. A meta também é ultrapassar 8 mil cirurgias ginecológicas até o fim do ano, incluindo laqueaduras, com projeção de mais de 4 mil procedimentos desse tipo.
Leia mais
UBS, UPA ou SPA: saiba onde buscar atendimento e evite erros na hora de cuidar da saúde
Nova lei promete revelar tempo de espera na fila do SUS no Amazonas
As principais especialidades atendidas são: cirurgia geral (hérnia e vesícula), ginecologia, urologia, ortopedia (incluindo joelho, ombro e quadril), oftalmologia (catarata) e dermatologia. O programa também tem foco em cirurgias de alta complexidade, especialmente na Fundação Hospital Adriano Jorge, referência em ortopedia.
Os resultados incluem redução de filas: cirurgia geral teve queda de 83% na espera; ginecologia, 79%; urologia, 78%; e ortopedia, 57%. O tempo de espera para cirurgias de hérnia e vesícula caiu 94,5%, para catarata, a redução foi de 96%.
O investimento total previsto para o Opera+ em 2026 é de R$ 213 milhões, sendo R$ 155,5 milhões do Estado e R$ 57,6 milhões do Governo Federal. Pacientes que aguardam na fila são chamados pela regulação, não há inscrição direta.





