O que torna o Teatro Amazonas tão especial? Conheça sua história e beleza

O Teatro Amazonas se tornará, nesta terça-feira (3/11), Patrimônio Mundial Cultural da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Entre as características do teatro estão a cúpula colorida, os lustres de cristal, os mármores importados da Europa e uma cortina que retrata o encontro das águas dos rios Negro e Solimões.
A história do monumento passa por três governos. José Paranaguá assentou a pedra fundamental do projeto, elaborado pelo Gabinete Português de Engenharia de Lisboa, em 1884. A obra foi interrompida dois anos depois e só retomada em 1892, no governo de Eduardo Ribeiro, que não chegou a inaugurá-la. A honra coube ao governador Fileto Pires Ferreira, após 12 anos.
A cúpula é revestida com milhares de peças de cerâmica policromada e vidros coloridos, importados da Europa. Suas cores reproduzem a bandeira brasileira.
As pedras de mármore usadas na decoração vieram da Itália, enquanto os lustres de cristal são de Murano.
O pano de boca e o encontro das águas
Uma das peças mais representativas do teatro é o chamado pano de boca, a cortina que fica diante do palco. Confeccionada em 1894 pelo pernambucano Crispim do Amaral, a obra representa o encontro dos rios Negro e Solimões, que formam o rio Amazonas.

Outra obra importante está no teto do Salão Nobre: a pintura de Domênico de Angelis, intitulada A Glorificação das Belas Artes na Amazônia, concluída em 1899. O artista italiano também participou da decoração de outros ambientes do teatro.

Da primeira récita aos grandes nomes do palco
A primeira récita ocorreu em 7 de janeiro de 1897, com a ópera La Gioconda, do compositor italiano Amilcare Ponchielli, executada pela Companhia Lírica Italiana.
Entre os nomes brasileiros que passaram pelo palco estão o compositor Heitor Villa-Lobos, a soprano Bidu Sayão, a pianista Guiomar Novaes, o ator Procópio Ferreira, a cantora e atriz Bibi Ferreira, o cantor Milton Nascimento e a bailarina Ana Botafogo.
Entre as atrações internacionais, o tenor espanhol José Carreras participou das comemorações do centenário do teatro, em fevereiro de 1996. A bailarina britânica Margot Fonteyn esteve no palco em 1975, com o The Royal Ballet. Em 2010, apresentaram-se o bailarino russo Mikhail Baryshnikov e a espanhola Ana Laguna.
Roger Waters, ex-integrante do Pink Floyd, e a banda norte-americana The White Stripes também estiveram no palco. Em 1997, as integrantes do grupo britânico Spice Girls visitaram Manaus e fizeram uma apresentação improvisada para os fãs.





