Manaus sedia encontro internacional com representantes de 17 países da Europa

Representantes de 17 países da Europa visitaram o Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia, em Manaus, para discutir ações de combate ao crime organizado na região amazônica. Durante o encontro, realizado na sexta-feira (22/05), autoridades brasileiras formalizaram convite para que Alemanha, Bélgica, Espanha, Itália e Países Baixos passem a integrar as atividades de investigação do centro.
A visita faz parte da missão anual organizada pela União Europeia no Brasil e ocorre após o acordo de cooperação firmado entre a Polícia Federal e a Europol em março de 2025. O objetivo da parceria é ampliar a troca de informações e fortalecer o combate internacional ao crime organizado, incluindo crimes ambientais e financeiros.
Participaram da agenda representantes da Áustria, Bélgica, Bulgária, Chipre, Dinamarca, Eslováquia, Eslovênia, Estônia, Finlândia, Irlanda, Luxemburgo, Malta, Países Baixos, Polônia, Portugal, República Tcheca e Suécia.
O coordenador do centro, Paulo Henrique Oliveira Rocha, destacou que o enfrentamento ao crime na Amazônia exige ações além da destruição de estruturas ilegais, como equipamentos usados em garimpo clandestino. Segundo ele, o foco principal deve ser a investigação da cadeia financeira que sustenta essas atividades.
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De acordo com Rocha, parte do dinheiro obtido com crimes ambientais circula fora do Brasil, enquanto recursos extraídos ilegalmente da floresta acabam sendo comercializados na Europa e em outros continentes.
A embaixadora da União Europeia no Brasil, Marian Schuegraf, afirmou que o combate ao crime organizado está entre as principais prioridades do bloco europeu. Segundo ela, o acordo com a Europol facilita o compartilhamento de informações e a cooperação policial e jurídica entre os países.
Atualmente, sete dos oito países da Pan-Amazônia participam do centro de cooperação. Apenas a Venezuela ainda não integra oficialmente as atividades do órgão, segundo a coordenação.
Além da visita ao centro policial, os diplomatas também cumpriram agendas em instituições políticas, acadêmicas e de segurança da capital amazonense, incluindo a Universidade do Estado do Amazonas.
(*)Com informações do G1 AM.





