Manauaras relatam problemas com a fumaça: “Situação debilitante para a saúde”

Manaus voltou a amanhecer encoberta pela fumaça nesta sexta (9/10). Por volta das 5h, estações de monitoramento do aplicativo Selva, da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), registravam índices classificados como péssimos em diferentes pontos da capital.
Devido à intensidade, a Onda Digital foi às ruas perguntar da população sobre a convivência com a fumaça e os problemas de saúde que estão enfrentando.
Para Laura Souza, atendente de loja e moradora da zona Leste da cidade, a situação está complicada.
“A gente mora ali para o rumo da zona Leste e está bem complicado. [É] muita fumaça, difícil para respirar, mas a gente tem que viver a nossa vida, fazer os nossos deveres, trabalhar”, relata.
De acordo com João Carlos, a fumaça que encobre a capital há alguns dias afetou sua saúde. “Estou com gripe já faz um tempão por causa dessa fumaça. Até esqueci minha máscara porque saí apressado”.
Dona Ionete Souza da Silva conta que sentiu dificuldades para respirar: “Tá difícil, ontem à noite quase não durmo, tossindo, falta respiração, e a gente toma banho toda hora. Para mim é toda hora se molhando, com a toalha no nariz e fazendo inalação”, afirma.
Elaine Nascimento, que estava no Centro da Cidade acompanhada dos filhos, conviver com a fumaça de queimadas está sendo péssimo. “Estamos ficando com a nossa saaúde muito debilitada, principalmente as crianças”, disse. Segundo ela, para cuidar dos filhos, tenta fortalecer a imunidade deles com vitaminas e bastante hidratação.
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Na quarta-feira (7), a Prefeitura de Manaus informou que a concentração média de partículas finas no ar havia chegado a 114,6 microgramas por metro cúbico, índice classificado como muito ruim. Segundo a nota da Defesa Civil municipal, a fumaça era proveniente principalmente de queimadas em Itacoatiara, Careiro da Várzea, Manaquiri e Autazes.
Segundo a plataforma internacional IQAir, pelo segundo dia consecutivo, a capital amazonense registrou a pior qualidade do ar do Brasil. Por volta das 5h, o Índice de qualidade do ar (AQI⁺) chegou a 366, classificado como “perigoso” pela IQAir.
Nesta sexta, as aulas na rede municipal de ensino da capital amazonense foram suspensas para preservar a saúde de crianças, jovens e profissionais da educação.
A Universidade Federal do Amazonas (Ufam) suspendeu as atividades acadêmicas e administrativas presenciais durante a manhã em todas as unidades da capital. As atividades foram transferidas para o formato remoto.





