Ipaam multa empresa em R$ 5 milhões após incêndio no Distrito Industrial 2

O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) aplicou multa de R$ 5,555 milhões à responsável pela área onde ocorreu um incêndio no Distrito Industrial 2, zona leste de Manaus. A autuação foi lavrada nesta quarta-feira (7/10), depois que fiscais encontraram no local pneus, plásticos e materiais com resíduos de óleo e tinta.
Licença previa apenas resíduos inertes
Emitida pelo Ipaam em abril deste ano, a licença autorizava o funcionamento do terreno como aterro de resíduos inertes da construção civil. A presença de outros tipos de resíduos foi considerada descumprimento das condições estabelecidas na licença ambiental.
Durante a fiscalização, equipes do Ipaam utilizaram drone para avaliar a área atingida, que ainda apresentava focos de incêndio e intensa fumaça.
Impactos ainda serão avaliados
O Ipaam vai avaliar a extensão dos possíveis impactos ambientais, incluindo eventual contaminação do solo e da água subterrânea. O acesso à área permanece limitado pelas condições do incêndio.
A autuada tem prazo de até 20 dias para apresentar defesa administrativa ou realizar o pagamento da multa. Os valores arrecadados são destinados ao Fundo Estadual de Meio Ambiente (Fema), administrado pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema).
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Semmas alerta para risco de gases tóxicos
Armando Andrade, analista químico da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas), falou à Onda Digital sobre o caso. Segundo ele: “Não sabemos ainda o que está causando esse incêndio. A área é licenciada pelo Ipaam para receber resíduos inertes, mas eles não são passíveis de combustão. Se está havendo combustão, então devem haver outros resíduos aí, e essa é a preocupação nossa. Esses resíduos podem gerar gases tóxicos, e a comunidade vizinha pode estar recebendo esses gases, ocasionando problemas pulmonares, na vista e na garganta, entre outros”.
O analista também afirmou que, após a determinação do tipo de resíduo presente no local, a responsável pelo terreno deverá ser autuada pelos órgãos ambientais.





