Greve do transporte especial: direito a almoço é uma das principais reivindicações

Motoristas do transporte especial e de fretamento de Manaus paralisaram as atividades nesta quinta-feira (20) em protesto por melhores condições de trabalho. Entre as principais reivindicações da categoria está um direito básico que, segundo os trabalhadores, nunca foi garantido ao longo de mais de quatro décadas: o auxílio para a alimentação durante a jornada de trabalho.
A mobilização reúne profissionais responsáveis pelo transporte fretado de trabalhadores para o Distrito Industrial, estaleiros e outros polos da capital. O movimento não envolve o transporte coletivo urbano convencional.
De acordo com o vereador e sindicalista Jaildo dos Rodoviários (PV), que acompanha a mobilização da categoria, as negociações com as empresas já tiveram três reuniões, mas ainda não houve acordo.
Segundo ele, o sindicato patronal, que representa empresas dos setores de transporte, fretamento e turismo, teria apresentado uma proposta de reajuste linear de 5%. Os trabalhadores, porém, defendem um aumento de pelo menos 7%.
“A bandeira de luta é ter direito ao almoço”
Além do reajuste salarial, a principal cobrança dos motoristas é a criação de um benefício de alimentação. A reivindicação é de, no mínimo, R$ 25 por dia para custear o almoço durante a jornada.
“A categoria já está há mais de 40 anos e nunca teve direito ao almoço. A grande reivindicação do trabalhador é pelo menos R$ 25 por dia para ele almoçar”, afirmou Jaildo dos Rodoviários em entrevista à Rede Onda Digital.
Segundo o sindicalista, os motoristas enfrentam jornadas prolongadas e, em alguns casos, assumem uma carga de trabalho equivalente a vários turnos. Enquanto empresas do Distrito Industrial organizam equipes para trabalhar em diferentes horários, um mesmo motorista pode permanecer responsável pelo transporte ao longo de grande parte do dia, segundo ele.
Para os trabalhadores, a extensa jornada também levanta preocupações relacionadas ao desgaste dos profissionais e à segurança no trânsito.
“Enquanto o Distrito coloca três trabalhadores para trabalhar em três turnos, aqui um motorista trabalha em três turnos. É uma carga excessiva”, declarou.
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Reajuste, almoço e pagamento maior em dias extras
Além do auxílio-alimentação e do reajuste salarial de pelo menos 7%, os motoristas também reivindicam uma remuneração diferenciada para quem for convocado a trabalhar aos sábados, domingos e feriados. A proposta defendida pela categoria é que esses dias sejam pagos com adicional de 120%.
As três principais reivindicações apresentadas pelos trabalhadores são:
- Reajuste salarial de pelo menos 7%;
- Pagamento mínimo de R$ 25 por dia para custear o almoço;
- Remuneração de 120% para trabalho aos sábados, domingos e feriados, quando houver convocação.
A paralisação ocorre em diferentes pontos de Manaus e afeta principalmente o transporte fretado utilizado por trabalhadores que se deslocam para o Distrito Industrial e outras áreas. Segundo representantes do movimento, a categoria aguarda uma nova resposta do setor patronal para definir os próximos passos.
Até o momento, não há previsão para o encerramento da paralisação. A reportagem busca posicionamento do sindicato patronal e das empresas do setor sobre as reivindicações e mantém o espaço aberto para manifestação.





