Filhos de Bolsonaro criticam Moraes após proibição de visitas

A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, de proibir visitas ao ex-presidente Jair Bolsonaro por 30 dias gerou forte reação entre seus filhos. A medida foi tomada após o ex-presidente descumprir uma das ordens restritivas impostas pela Justiça, o que levou os herdeiros do político a se manifestarem publicamente contra o que consideram um excesso.
O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, foi um dos mais duros nas críticas. Em declaração, ele classificou a decisão como ilegal, desproporcional, covarde e cruel. O parlamentar acusou Moraes de agir por motivação política e afirmou que o pai está sendo submetido a uma perseguição injusta. A fala de Flávio ocorreu após a publicação de um vídeo em que ele lia uma carta do ex-presidente, o que teria motivado a nova restrição imposta pelo ministro.
Já o ex-vereador Carlos Bolsonaro também se manifestou nas redes sociais. Ele destacou que a proibição alcançou todos os filhos do ex-presidente, impedindo qualquer contato físico com o pai durante o período determinado pela Justiça.
Eduardo Bolsonaro, que atualmente está nos Estados Unidos, usou o argumento constitucional para rebater a medida. Ele afirmou que a Constituição veda a incomunicabilidade de presos, mesmo em situações extremas como o estado de defesa. Embora não tenha citado diretamente o nome do ministro, a declaração foi interpretada como uma crítica direta à decisão do STF.
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Jair Renan Bolsonaro, outro filho do ex-presidente, fez uma comparação com o tratamento dado ao presidente Lula quando esteve preso em Curitiba. Ele argumentou que Lula recebia políticos, artistas e sindicalistas na cadeia e ainda foi lançado candidato à Presidência durante o período de reclusão. Na visão de Jair Renan, a régua da Justiça muda conforme o sobrenome, sugerindo que seu pai estaria sendo tratado com rigor excessivo.
A defesa de Bolsonaro negou que ele tivesse conhecimento prévio da publicação do vídeo por Flávio. No entanto, Moraes entendeu que a justificativa não era plausível e considerou que houve descumprimento das medidas restritivas. Apesar disso, o ministro manteve o benefício da prisão domiciliar, por avaliar que a infração não foi grave o suficiente para revogar a medida anterior.
Em sua decisão, Moraes ressaltou que o ex-presidente não ficará incomunicável, já que pode receber visitas de advogados e médicos, além de conviver com a esposa, a filha e a enteada em casa. O ministro também destacou que Bolsonaro conta com uma equipe de 30 advogados com procuração nos autos, que tiveram amplo acesso a ele durante o período de prisão domiciliar, com 60 visitas realizadas por seis profissionais em regime de revezamento. Contudo, o filho mais velho do ex-presidente, Flávio, está proibido de visitá-lo pelos próximos 90 dias.







