Dependência dos rios faz construção naval ganhar espaço no TranspoAmazônia 2027

A construção naval e os desafios da logística na Amazônia estão entre os principais temas da 4ª edição da TranspoAmazônia, que será realizada em Manaus, de 19 a 21 de maio de 2027, no Centro de Convenções Vasco Vasques. O evento foi apresentado nesta quarta-feira (19) pela Fetramaz (Federação das Empresas de Logística, Transporte e Agenciamento de Cargas da Amazônia).
A nova edição amplia o espaço dedicado à indústria naval, setor considerado estratégico para uma região onde os rios têm papel central no transporte de cargas e passageiros. A proposta é discutir os gargalos da logística amazônica, além de aproximar empresas, investidores e representantes do setor.
Em entrevista à Onda Digital, o presidente da Fetramaz e idealizador da TranspoAmazônia, Irani Bertolini, destacou a relação entre a navegação e a atividade econômica na região.
“Na Amazônia, os nossos rios são as estradas. A construção naval faz parte da logística”, afirmou.
Segundo ele, a feira também busca estimular negócios e apresentar soluções para os desafios enfrentados pelo transporte na região.
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O Amazonas possui mais de 300 estaleiros de diferentes portes e uma frota estimada em cerca de 5 mil embarcações, de acordo com dados apresentados pela organização da TranspoAmazônia. As embarcações são utilizadas tanto no transporte de passageiros quanto no abastecimento de municípios do interior.
O setor também recebeu investimentos recentes. Nos últimos três anos, mais de R$ 400 milhões foram destinados à atividade naval na Região Norte, com a entrega de aproximadamente 70 embarcações, segundo os números divulgados durante o lançamento do evento.
A discussão sobre a estrutura disponível para a navegação ganha relevância diante da dependência do transporte fluvial no Amazonas, onde boa parte dos municípios não possui ligação rodoviária com Manaus.
Cabotagem e logística
A cabotagem também estará entre os assuntos da programação de 2027. A modalidade permite o transporte de cargas entre portos brasileiros e será discutida como uma alternativa para ampliar a integração logística e reduzir a dependência do transporte rodoviário em determinadas rotas.
A edição de 2026 movimentou cerca de R$ 1 bilhão em negócios, conforme dados da organização. Para 2027, a expectativa é ampliar a participação de empresas e investidores e colocar em debate questões que impactam diretamente o transporte de cargas na Amazônia.





