Cesta básica exige 85 horas de trabalho em Manaus; salário ideal seria R$ 7,1 mil, diz Dieese

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O trabalhador de Manaus precisou dedicar, em média, 85 horas e 21 minutos de trabalho em fevereiro de 2026 para conseguir comprar os itens da cesta básica. O dado é do levantamento do DIEESE, realizado em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento.
Mesmo com a redução de 2,94% no custo da cesta em relação a janeiro, o valor médio ficou em R$ 628,90, mantendo um peso significativo no orçamento das famílias. Segundo o estudo, um trabalhador que recebe salário mínimo comprometeu cerca de 41,94% da renda líquida apenas com a alimentação básica.

A queda no custo foi influenciada principalmente pela redução nos preços de produtos como banana (-10,59%), tomate (-7,27%) e óleo de soja (-4,24%). Por outro lado, itens essenciais como feijão (1,79%), pão francês (0,80%) e manteiga (0,18%) registraram aumento no período, o que ainda pressiona o bolso do consumidor.
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Apesar do recuo mensal, o cenário ainda preocupa. No acumulado de 2026, a cesta básica em Manaus já apresenta alta de 1,37%. Além disso, fatores como logística na região Norte e variações na oferta de alimentos continuam impactando os preços.
Em nível nacional, o levantamento aponta que o salário mínimo necessário para sustentar uma família de quatro pessoas deveria ser de R$ 7.164,94, mais de quatro vezes o valor atual. O dado evidencia o descompasso entre renda e custo de vida no país, realidade que também afeta diretamente os trabalhadores amazonenses.





