Caso Djidja: familiares de Hatus Silveira aguardam soltura e relatam situação na prisão

Preso preventivamente no processo que investiga o caso Djidja Cardoso, Hatus Silveira aguarda uma possível decisão judicial sobre sua liberdade. Ele responde a acusações de tráfico de drogas e associação para o tráfico. Nesta terça-feira (29/9), enquanto aguardavam a chegada de Cleusimar Cardoso, que cumprirá prisão em regime semiaberto, familiares de Hatus afirmaram que ainda não receberam informações sobre uma eventual soltura do investigado.
“Não, até agora nada, não. Estou aguardando aí da Justiça fazer alguma coisa”, afirmou o irmão do investigado.
A mãe de Hatus também relatou preocupação com a situação do filho. Segundo ela, ele foi acusado de tráfico, mas a família contesta as acusações e afirma que Hatus e outras pessoas envolvidas enfrentavam problemas relacionados à dependência química.
“Se Deus quiser, no nome de Jesus, a gente está achando que ele saia logo também”, declarou a mãe.
Situação de Hatus no caso Djidja Cardoso
A mãe também falou sobre Cleusimar Cardoso e afirmou que ela teria ajudado a família durante o período em que Hatus está preso.
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Hatus Moraes Silveira está preso preventivamente e responde a acusações de tráfico de drogas e associação para o tráfico no processo relacionado ao caso Djidja Cardoso. Segundo as investigações, ele teria participado da obtenção de cetamina utilizada pela família da empresária e ex-sinhazinha do Boi Garantido.
Em setembro, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou um pedido de habeas corpus apresentado pela defesa. A decisão foi assinada pelo ministro Sebastião Reis Júnior e publicada no Diário da Justiça Eletrônico em 29 de setembro.
A defesa alegou que, após a Justiça do Amazonas anular a sentença por uma questão processual, não havia nova decisão fundamentando a manutenção da prisão. Os advogados também apontaram excesso de prazo e pediram prisão domiciliar por razões humanitárias, citando um quadro de osteomielite crônica.
O ministro entendeu, porém, que o habeas corpus não poderia ser usado para analisar pela primeira vez no STJ questões que ainda não haviam sido examinadas pelas instâncias inferiores. Com isso, o pedido foi rejeitado sem análise do mérito, e Hatus permanece preso preventivamente.
A sentença havia sido anulada pelo Tribunal de Justiça do Amazonas após o reconhecimento de um vício processual relacionado à juntada tardia de laudos toxicológicos. Com a decisão, o processo retornou à fase de instrução na 3ª Vara de Delitos de Tráfico de Drogas de Manaus.
As declarações dos familiares representam a versão da defesa e não alteram o andamento do processo, que segue sujeito às decisões judiciais e ao direito de defesa dos acusados.





