Café Tapiruna: o Robusta Amazônico chega ao mercado

O café cultivado no Amazonas começa a ganhar espaço no mercado de Manaus com a comercialização do Robusta Amazônico, produzido por pequenos cafeicultores de Presidente Figueiredo. A iniciativa é da empresária Débora Silva, da Casa Tapiruna, que criou uma linha de cafés a partir da produção de 120 cafeicultores da região de Balbina.
A ideia surgiu da relação da família com a agricultura e do interesse de Débora pelo café. Segundo ela, o projeto começou depois que o marido viu uma oportunidade de negócio durante a Exposição Agropecuária do Amazonas (Expoagro) e propôs que os dois entrassem no ramo.
A proposta, desde o início, foi trabalhar com um café produzido no próprio Amazonas. Débora conta que, quando começou a vender, era comum ouvir dos consumidores a pergunta sobre a existência de café cultivado no Estado.
“Café cultivado no Amazonas, as pessoas ainda não sabiam. E, hoje, algumas pessoas já estão identificando o Amazonas como um produtor de café”, afirmou.
Robusta x Arábica
O produto comercializado pela Casa Tapiruna é o Canéfora, conhecido como Robusta Amazônico, desenvolvido pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) para o cultivo na região Norte. A empresária explica que o café pode passar por diferentes perfis de torra. Entre os produtos comercializados por ela está o café de torra média.
Débora também diferencia o Robusta Amazônico do Arábica. Segundo ela, o café cultivado no Amazonas apresenta maior intensidade e corpo, enquanto o Arábica tende a ter perfil mais aromático e suave.
Loja e vendas
Além da venda do produto, o negócio busca ampliar o mercado para pequenos produtores de Presidente Figueiredo. A produção é levada para Manaus, onde é comercializada diretamente aos consumidores.
“Então, a nossa ideia realmente é ajudar os pequenos cafeicultores que estão cultivando café lá em Presidente Figueiredo”, disse Débora.
A Casa Tapiruna mantém uma loja física na rua Doutor Thomas, na região atrás do Shopping Plaza, Vieiralves, além de participar de feiras e vender pela internet e por delivery.
Atualmente, o espaço apenas comercializa os produtos e ainda não funciona como cafeteria. Segundo Débora, a preparação de cafés no local está entre os planos futuros do negócio.
A empresária também destaca a procura pelo café moído na hora. Segundo ela, alguns clientes retornam semanalmente à loja para comprar o produto, moído no momento da venda. “A preferência pelo café moído na hora é devido ao aroma diferente”, explicou.
Com a comercialização em Manaus, a empresária afirma que o objetivo é ampliar o reconhecimento do café produzido no Amazonas e aproximar o consumidor da produção local. “É trazer essa valorização para o que é nosso de verdade”, afirmou.





