Amazonas antecipa monitoramento dos rios para prever vazante de 2027

O Amazonas já começa a monitorar os possíveis impactos da vazante de 2027. A avaliação considera o comportamento do nível dos rios neste ano e, principalmente, a quantidade de chuva que será registrada durante a próxima estação chuvosa.
Segundo o capitão Charlis Barroso, chefe do Centro de Monitoramento e Alerta (CEMOA), a situação atual pode servir como referência para o planejamento do próximo ano. O principal ponto de atenção é saber se os rios conseguirão recuperar os níveis durante o período chuvoso.
Em entrevista ao Onda News, nesta quinta-feira (24/9), Barroso explicou que os meses de dezembro, janeiro e fevereiro serão fundamentais para essa avaliação. É nesse período que os órgãos de monitoramento vão acompanhar com maior atenção o volume de chuva registrado, especialmente nas regiões de cabeceira dos rios.
A expectativa é que as chuvas sejam suficientes para recuperar os níveis dos rios antes do início da próxima vazante. Caso essa recuperação seja considerada insuficiente, o cenário de 2027 poderá exigir uma atenção maior das autoridades.
“É uma preocupação grande”, afirmou o capitão, ao destacar que a situação pode afetar principalmente as populações que vivem em comunidades isoladas e dependem dos rios para transporte e acesso a serviços.

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Experiência dos últimos anos preocupa
O CEMOA também considera o histórico recente das vazantes no Amazonas. Barroso citou os anos de 2023 e 2024 como exemplos de períodos que provocaram impactos no estado.
Segundo ele, a vazante de 2024 foi mais severa que a registrada em 2023, o que reforça a necessidade de acompanhar desde já as condições dos rios e das chuvas.
Apesar da preocupação, o capitão ressaltou que ainda não é possível afirmar como será a vazante de 2027. O cenário dependerá principalmente da quantidade de chuva acumulada nos próximos meses e da capacidade de recuperação dos rios.
O monitoramento, portanto, começa antes mesmo da próxima vazante. A intenção é utilizar os dados atuais e o comportamento da estação chuvosa para antecipar possíveis impactos e preparar ações para as comunidades que podem ser afetadas.





