Abrasel apoia Bar do Armando e pede diálogo para preservar patrimônio cultural

A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes no Amazonas (Abrasel-AM) manifestou, nesta terça-feira (14/7), apoio ao Bar do Armando e defendeu a busca por alternativas que garantam a permanência do estabelecimento, reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial do Amazonas.
Em nota divulgada, a entidade afirmou que acompanha com preocupação as discussões sobre o futuro do imóvel onde funciona o bar e destacou que o estabelecimento representa mais do que um empreendimento comercial.
Mais de seis décadas de história
Segundo a Abrasel, ao longo de mais de seis décadas, o Bar do Armando consolidou-se como um espaço de convivência e de preservação da memória da capital, reunindo diferentes gerações de artistas, jornalistas, músicos, intelectuais e frequentadores.
A entidade ressaltou que respeita as decisões do Poder Judiciário e o direito de propriedade, mas defendeu que a situação seja conduzida por meio do diálogo entre as partes envolvidas.
“A preservação de estabelecimentos históricos representa um compromisso com a valorização da cultura, do turismo, da gastronomia e da memória coletiva da sociedade amazonense”, afirma a nota.
A Abrasel também prestou solidariedade à família Soeiro, responsável pelo bar, aos funcionários e clientes, e conclamou o poder público, instituições e a sociedade civil a buscar soluções, dentro dos instrumentos legais, que permitam preservar o espaço.

Herdeira nega ação de usucapião
A manifestação ocorre em meio à repercussão sobre o futuro do imóvel ocupado pelo Bar do Armando e após a circulação de informações de que a família teria ingressado na Justiça com uma ação de usucapião contra a igreja proprietária do prédio.
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Na segunda-feira (13), a herdeira do fundador do estabelecimento, Ana Cláudia Soeiro, negou que qualquer integrante da família tenha ajuizado esse tipo de ação. Ela afirmou que a família sempre reconheceu que o imóvel pertence à Igreja e que nunca cogitou reivindicar sua posse por usucapião.
“Eu desafio qualquer pessoa a provar que qualquer pessoa da minha família tenha entrado com ação de usucapião”, declarou.
Ana Cláudia acrescentou que, embora a legislação permita esse tipo de medida em determinadas circunstâncias, a família entende que essa não seria a conduta correta no caso.
Até o momento, não há confirmação da existência de uma ação de usucapião movida pela família Soares em relação ao imóvel onde funciona o Bar do Armando.





